sexta-feira, 4 de junho de 2010

Labirinto é pleno descanso







labirinto é pleno descanso
e agora o que eu penso tem se tornado manso
por que os olhos fecham em cada medo do avanço
sinto que o corpo só pede um pouco de descanso

labirinto é pleno descanso, agora o furto levou minha paz.
e tudo o que eu quero se torna alagado demais
nem sei se o que eu quero me satisfaz
se sei o que domo tem me deixado para traz.

labirinto é pleno descanso
é encontrar abrigo numa órbita perdida
se ver em um espelho e nao saber a cor preferida
lutar contra o luto mesmo sem negar uma despedida
atar as mãos contra qualquer invisivel ferida

labrinto é pleno descanso mesmo sabendo a saida
mesmo encontrando uma porta à vista
mesmo tendo uma proposta voraz e egoista
eu me entedio sabendo que:
como e sinto fome
luto e desisto
narro e me calo
corro e me canso
me canso e nao descanso
por que labirinto é pleno descanso.


sergio marthin

sábado, 17 de abril de 2010

Paralelo equilibrio

olhe o eixo que nos unem, ele nos induz ao encontro
olhe e sinta o amor que levemente está no ar
é outono ou primavera?
não sei, mas sei que teus olhos tem um brilho de verão
e sei que teus beijos traz um doce frio no meu peito..

olhe, não precisamos ter o tempo ao nosso favor..
apenas precisamos de um instante nosso
precisamos de um nascer do sol sobre o céu azul e impar..
precisamos de um paralelo equilibrio entre o medo e o desejo..

quero apenas teus olhos fitados em mim
quero a trena que mede o teu carinho por mim
espero o sopro da paixão a cada desencontro com o medo
conservo o zelo pelo desejo empedrado com o amor..
Você, meu Céu, minha luz meu bem..
você traz a sitonia do encanto em tons de alegria
minha linda, minha bela, minha turqueza, minha aquarela..

princesa do dia, rainha da noite em meus sonhos
você não precisa sentir medo
você nao precisa ir sozinha
eu estou aqui do seu lado
eu estou aqui mesmo que calado
mas eu estou aqui, sempre.

e sempre esperando um paralelo equilibrio entre nós..
e sempre norteando um paralelo equilibrio entre nós..



sergio marthin

quarta-feira, 24 de março de 2010

o Céu e o Sol..


sou o astro-rei e quero em tua dimensão desfilar, meu Céu.
sou luz amarela, cítrico da cor do mel.
acordo em teus braços azuis perpetuados de beleza.
durmo em teus ombros azuis emancipado de sotileza.
..
és a dimensão mais absurda de beleza meu Céu.
és a compreensão mais soluta em pobreza de fel.
acordas em meus plenos olhares pioneiros e a ti dedicados.
dormes em minhas despedida e choras lágrimas e estrelas em potilhados.
..
o Sol quer o Céu.
e sei que o Céu.
quer o Sol em si.
e sim, entre o Céu e Sol.
existe um élo, um nó.
uma ponte, um anel.
um caminhar em sentido carrocel.
um peculiar entrelaço de papel.
o Sol sei que adora o Céu
e só sei que agora o Céu.
quer o Sol só em seu painel.
unicamente impar.
une a mente limpa.
desatordoa a saudade que o inverno traz.
expulsa as nuvens que deixa o azul por traz.
agora sejamos um só anel.
eu e você, meu Céu.

s'marthin.

domingo, 21 de março de 2010

fraguimentos abstratos entre nós..


De repente seus olhos estão mais perto..
De repente seus olhos cobrem meu deserto..
traz a água de olhar em olhar.. e deixa tudo incerto..
e meus olhos úmidos de vontades deslizam um tom discreto..
te desenho com meus olhos paralelamente retos..
...
De repente seu cheiro invade mais um lugar sem minha atenção..
De repente seu cheiro rouba minha respiração..
esse cheiro me sequestra para uma outra dimensão..
fecho os olhos e me imagino em outra rotação..
mexo os lábios sentindo o gosto dessa fonte de atração..
...
De repente sinto um toque de tuas mãos mácias com timidez..
De repente seu toque vem me trazer um encanto sobre a lucidez..
e um desejo por mais proximidade arde em mim com voraz acidez..
cerco, conservo e preservo minhas imprudencias e prezo minha sensatez..
me dedico em te acariciar intimamente e privadamente te toco e voce me toca outra vez..
..
De repente estou do seu lado, um momento que deveria ser eternizado..
De repende estou do seu lado, um encanto doce em minha frente me deixa paralizado..
seus olhos, suas mãos, seu cheiro.. tudo isso perto de mim me deixando anastesiado..
via passando o tempo enquanto sentia entre seus dedos a reciprocidade e o carinho sendo depositado..
seus olhares.. seus gestos..sua voz.. seu encanto..seu cheiro.. seu calor..tudo isso refrigerou meu corpo cansado..
...
De repente só temos segundo antes do romper das nossas mãos cruzadas por carinho..
De repente só temos o tempo de um ultimo olhar e um meigo e limitado beijo antes que eu vá ao meu caminho..
restou a saudade que não demora em vim e um ultimo olhar surgiu de longe entre as janelas antes de está sozinho...
e ali junto com a saudade e seu cheiro levei uma certeza de que tu, minha flor, me faz bem, mesmo havendo espinhos..
apenas acumulo dentro de mim o que você me ensinou a sentir.. espero o amanhã pra ter ver e sentir você bem pertinho..



[sergio'marthin]







sábado, 13 de março de 2010

a moça do fim de tarde


seu sereno olhar logo molha o meu dia com seus pingos verbais..
palavras que vem com o cheiro doce da manhã..
tráz em si um toque de segredos..
esconde-se, mas não de medo..
de pretenção ou por solidez com o vento vasto..
nega rastros, passos, mapas e consome a si mesmo..
leva ao vento a essêcia da dúvida..
culpa ao relento sua muralha por falhas..
no coração tráz um uniforme escrito: pare!
rega o medo sem medo de sentir esse medo..
dedica suas frias palavras em frase cortadas..
varia sua imagem, talvez por ser várias em si mesma..
mas todas se resumem a uma só..
você..
a moça prudente..
transparece o nada
mas querendo tudo
um porto seguro de esquina sem dobras.
âncorais o barco na beira do mar da vida que traz o verde..
despreza o chorar quando as tempestade vem..
a moça do fim de tarde traz de balde em balde seu rosto
me propõe voar entre as brisas
e supõe está em meus olhos
os olhos que se revela aos seus
e os seus que me velam na noite em que a vela se torna minha luz
e como a vela de um barco, vem me direcionar norteando-me a ela


sergio'marthin

a flor, o beija-flor e o desejo; sonhos de sonhos simplesmente sonhados.


no caminho encontrei uma flor..uma flor que de vêz em outra me traz a primavera antecipada..
uma flor que mesmo com espinhos não deixa de ser uma flor..
trás uma fragancia peculiar e aguçada de paz..
um ecanto nas petalas; suavidade e pureza.
traz uma raíz forte que desbrava o Amor como adubo..
é o que rega a flor. o Amor.

regadas aos pingo celestiais de Amor..
e de Amor em Amor se torna cada vez mais sem espinhos que causam dolos..
sem dolos.. por que ainda que caia uma petala, pela manhã o sol à faz brilhar..

encotrei uma flor, sem cor nem nome..
encontrei um Amor que recíproca a incondicionalidade de amar..
e sou apenas um beij-flor..
as vezes pairo no ar..
as vezes roubo o mel da flor pra tentar ser eu novo..
sereio noivo, das ondas que me quebram..
por que a força do Amor impossibilita a minha queda..


sergio'marthin

a flor de fevereiro (o jardim de uma única flor)

a flor de fevereiro me trouxe um dia um cheiro destinto, uma desculpa só para amar-me..
deixou cair á minha vista uma pétala de seu corpo, quis marcar meu dia. e marcou.
escondeu os espinhos que poderiam me ferir..
mas negou seu mel ás abelhas só para derramar-se em minha boca mais doce..
delicados suspiros em meus ouvidos..
deslizantes toques suaves e intencionais..
derrameios de seu gosto insinuante, malicioso e expulsante do medo..
isso me deteu..
me policiava agora com teus meios..
teus meios era o único meio agora de ver-me inteiro..
e te sentir?

a flor de fevereiro me trouxe agora um sabor valioso, uma futura armadilha..
instituiu em meu peito o amar partido de mim..
e de repente abracei forte de mais e um espinho mostrou-se á mim..
um pequeno arranhão, mas sangrou, declinou minha segurança interna..
mas disfarço a dor, ponho a roupa da felicidade e solto um simbólico sorriso..
me desfarço da dor sem querer evasarme nela.. para que o antes fique para tráz
a flor de fevereiro semeia outro espinho em mim..
traz consigo um olhar incrédulo
a respiração ofegante de ódio..
e mãos antes amaveis quis virarem armas de fúria

palavras que vinham como mel, não descia mais de sua boca..
a flor de fevereiro me negou seu cheiro matinal..
caíram sua pétalas, cresceram seus espinhos que inflamam ao me ver..
meu sangue tenta regar a flor, mas a flor privou sua sanidade..
meu jardim de uma única flor tinha esmorecido, envelhecido num instante..
não entendo mais a primavera dos seus olhos ..
nem me vejo em realidade..
a busca incansável me deixou cansado..
em fadiga sentimental..
a flor de fevereiro veio..
me fez bem e se foi para outro alguém..
outro jardim de terras e adubos melhor..
ao menos a flor esta viva..
sem ela prefiro a primavera morta..


sergio'marthin